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fernando

Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador

Entrevista com Fernando Carneiro, concedida a Anna Beatriz Anjos

04/07/18 | 14:07

A comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas. Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo. Integrante do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e coordenador do Observatório da Saúde das Populações do Campo, da Floresta e das Águas (OBTEIA), ele garante que as mudanças na lei significam um “retrocesso gigantesco”.

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Pesquisadores da Fiocruz Amazônia alertam para o elevado risco de suicídio entre indígenas no País

Por Cristiane Barbosa (Fiocruz Amazônia Revista)

21/06/18 | 16:06

A taxa de mortalidade por suicídio em indígenas do Brasil chega a ser dez vezes maior do que a taxa observada na população não indígena, principalmente nos Estados do Amazonas, Mato Grosso do Sul e Roraima. Diferentemente do observado entre os não indígenas, no Brasil são verificadas taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas entre os jovens indígenas. Embora os jovens indígenas do sexo masculino apresentem taxas de mortalidade por suicídio mais elevadas do que as das jovens indígenas do sexo feminino, estas últimas apresentam taxas muito maiores do que a das jovens não indígenas. Tanto entre indígenas como entre não indígenas o enforcamento é o principal método utilizado para lograrem o suicídio. Por outro lado, o uso da intoxicação e da arma de fogo para este propósito é menor, comparativamente, entre os indígenas.

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Estudo aponta que medidas de austeridade podem aumentar mortalidade infantil no Brasil

Por Fiocruz Minas

14/06/18 | 10:06

A mortalidade de menores de 5 anos poderá ser fortemente impactada por medidas de austeridade fiscal que reduzam programas de proteção social e aqueles voltados para a atenção básica à saúde. O alerta vem de um estudo publicado na revista Plos Medicine, que envolveu pesquisadores da Fiocruz Minas, Universidade Federal da Bahia, do Imperial College de Londres, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. De acordo com a pesquisa, a taxa de mortalidade poderá ser de até 8,6% maior em 2030, o que corresponde a um incremento de 20 mil óbitos evitáveis entre crianças. Já as internações evitáveis no mesmo grupo etário poderão chegar a 124 mil. Para chegar aos resultados, os pesquisadores usaram modelos matemáticos para analisar a associação de um conjunto de variáveis sociais e econômicas com dois programas brasileiros: Bolsa Família e Estratégia Saúde da Família.

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