Arquivo de Entrevistas

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Universalização do acesso da água e esgoto

O saneamento é um direito essencial garantido constitucionalmente no Brasil. Este reconhecimento legal é reflexo das profundas implicações desses serviços para a saúde pública e do ambiente à medida que sua carência pode influenciar de forma negativa campos como educação, trabalho, economia, biodiversidade, disponibilidade hídrica e outros. Para atingir a universalização do saneamento básico, ou seja, prover água e ligação a rede de esgoto em todos os domicílios brasileiros, o País precisa mais do que dobrar os investimentos em saneamento, serão precisos investimentos muito altos para universalizar esses serviços. Para falar sobre esse assunto o apresentador Paulo Bellardi conversa com o professor pesquisador EPSJV/Fiocruz, Alexandre Pessoa.

Entrevista com Alexandre Pessoa por Paulo Bellardi | 24/04/17 - 13:04 | [Leia Mais] |

planejamento

Planejamento regional: o caminho para a universalidade e equidade no SUS

“A pergunta que precisamos fazer é como o sistema de saúde responderá, hoje e no futuro, às necessidades das diferentes populações e territórios que compõem o Brasil”. O questionamento é da economista Ana Luiza Viana, pesquisadora da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora da iniciativa “Política, Planejamento e Gestão das Regiões e Redes de Atenção à Saúde no Brasil”, que deu origem ao portal Região e Redes. Nesta entrevista, Ana Luiza explica como a fragilidade do espaço de negociação e pactuação intergovernamental passou a ser uma nova marca do Sistema Único de Saúde (SUS) e dispara: “O que dificulta a organização de uma rede integrada? Sem dúvida, a proliferação de organizações com lógicas distantes das necessidades de saúde, que sem regulação e comando estatal definem tanto a sua expansão como o seu funcionamento no território”.

Entrevista com Ana Luiza Viana | 18/04/17 - 15:04 | [Leia Mais] |

Sem título

O dilema do acesso à água

“É preciso olhar para o presente para projetar o futuro. Nesse sentido, a conjuntura atual aponta para direções preocupantes e não para o cumprimento das metas nacionais e globais de acesso à água potável e ao esgotamento sanitário”. A avaliação é do sanitarista Léo Heller, pesquisador da Fiocruz Minas e relator especial dos Direitos Humanos à Água e ao Esgotamento Sanitário da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesta entrevista, ele analisa a viabilidade da Agenda 2030 da ONU e a conquista do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável nº 6 (ODS 6), que prevê o acesso universal à água potável e ao esgotamento sanitário. Apesar de todos os desafios, Heller reconhece: “É muito importante que as metas para o futuro sejam arrojadas e incentivem os países a fazerem o máximo para atingi-las: se organizarem politicamente, se estruturarem institucionalmente e investirem recursos públicos”.

Entrevista com Léo Heller | 10/04/17 - 14:04 | [Leia Mais] |

Debora

No horizonte, o enfrentamento das iniquidades em saúde

“O desafio é claro: a população brasileira está envelhecendo, demandará cada vez mais cuidados assistidos e o Estado não tem, hoje, uma política de apoio e suporte para essas pessoas. Se seguirmos este caminho, o resultado será uma desigualdade ainda maior no acesso à saúde, justamente no momento da vida que requer mais atenção”. A conclusão é da médica Deborah Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das coordenadoras da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS 2013). Nesta entrevista, ela comenta as principais conclusões do maior inquérito populacional sobre saúde já realizado no Brasil e aponta tendências preocupantes para o futuro, como a intensificação das doenças crônicas não transmissíveis e a necessidade de mais investimentos e ações intersetoriais. Deborah alerta: “É preciso antever a ‘cidade do futuro’ e somar esforços da Saúde, da Educação, da Assistência Social, dos Transportes, enfim, de todos os setores da sociedade, para que o cuidado aos idosos se desenvolva de forma integral”.

Entrevista com Deborah Malta | 25/01/17 - 14:01 | [Leia Mais] |

rivaldo

Há 30 anos sem erradicar a dengue, Brasil enfrenta epidemia de chikungunya e zika vírus. Entrevista especial com Rivaldo Venâncio da Cunha

Responsável técnico pelo Escritório da Fundação Oswaldo Cruz em Mato Grosso do Sul, Cunha explica que as dificuldades de tratamento médico nos casos de chikungunya e zika vírus estão atreladas ao pouco conhecimento que se tem dessas doenças. Nos diversos congressos e simpósios que têm sido realizados em todo o país para tratar do tema, frisa, “as preocupações estão voltadas para o fato de que se trata de uma doença relativamente nova no Brasil”, que está instalada desde 2014, assim “nem a população conhece a doença do ponto de vista de ter sido infectada, nem os profissionais de saúde a conhecem, por isso não têm experiência de como lidar com essa doença”.

Entrevista com Rivaldo Venâncio da Cunha, concedida a Patricia Fachin - IHU On-Line | 28/09/16 - 17:09 | [Leia Mais] |

E

Água e a saúde são direitos, não mercadorias

O engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa, professor-pesquisador da EPSJV/Fiocruz, aponta que o manejo das águas é um dos determinantes sociais da saúde. “Do ponto de vista das políticas públicas, seria importante estar claramente prescrito na Constituição Federal, nas constituições estaduais, na lei de saneamento básico e nos planos municipais de saneamento, que assim como a saúde, a água é um direito de todos e é um dever do Estado provê-la de forma adequada. Considerar a água enquanto direito e não como mercadoria se faz cada vez mais necessário, diante da crise hídrica e das diversas formas, atualmente em curso, de privatização das águas, um componente de iniquidade em saúde. Nesse sentido, considero urgente resgatar o ideário de um projeto de país que precisa se sustentar pelos 4 Rs: reforma sanitária, reforma urbana, reforma agrária e reforma hídrica”.

Entrevista com ALexandre Pessoa, concedida Talita Rodrigues - EPSJV/Fiocruz | 02/09/16 - 17:09 | [Leia Mais] | 13 Comentários »

MARILIA

Vírus emergentes: uma fronteira para a Saúde

“A epidemia do vírus zika no Brasil lança luz sobre a possibilidade da emergência de novos e desconhecidos vírus, com potencial de causar importante dano à saúde da população. O desafio colocado é a detecção precoce e a oferta ágil de diagnóstico e tratamento adequados”, afirma a epidemiologista Marília Sá Carvalho, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Nesta entrevista, ela explica que, se o surgimento de novas patologias sempre ocorreu, a alta velocidade com que passaram a se propagar é uma característica da sociedade contemporânea – o que exige do Sistema Único de Saúde (SUS) ações estratégicas. “O SUS precisa ser capaz de realizar a investigação e o acompanhamento de todas as crianças nascidas no período de risco nos locais onde houve epidemia de zika, de modo que comprometimentos neurológicos sejam detectados precocemente, no âmbito da atenção primária”, defende.

Entrevista com Marília Sá Carvalho por Bel Levy - Equipe Brasil Saúde Amanhã | 13/07/16 - 17:07 | [Leia Mais] |