Arquivo de Entrevistas

Debora

No horizonte, o enfrentamento das iniquidades em saúde

“O desafio é claro: a população brasileira está envelhecendo, demandará cada vez mais cuidados assistidos e o Estado não tem, hoje, uma política de apoio e suporte para essas pessoas. Se seguirmos este caminho, o resultado será uma desigualdade ainda maior no acesso à saúde, justamente no momento da vida que requer mais atenção”. A conclusão é da médica Deborah Malta, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e uma das coordenadoras da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS 2013). Nesta entrevista, ela comenta as principais conclusões do maior inquérito populacional sobre saúde já realizado no Brasil e aponta tendências preocupantes para o futuro, como a intensificação das doenças crônicas não transmissíveis e a necessidade de mais investimentos e ações intersetoriais. Deborah alerta: “É preciso antever a ‘cidade do futuro’ e somar esforços da Saúde, da Educação, da Assistência Social, dos Transportes, enfim, de todos os setores da sociedade, para que o cuidado aos idosos se desenvolva de forma integral”.

Entrevista com Deborah Malta | 25/01/17 - 14:01 | [Leia Mais] |

rivaldo

Há 30 anos sem erradicar a dengue, Brasil enfrenta epidemia de chikungunya e zika vírus. Entrevista especial com Rivaldo Venâncio da Cunha

Responsável técnico pelo Escritório da Fundação Oswaldo Cruz em Mato Grosso do Sul, Cunha explica que as dificuldades de tratamento médico nos casos de chikungunya e zika vírus estão atreladas ao pouco conhecimento que se tem dessas doenças. Nos diversos congressos e simpósios que têm sido realizados em todo o país para tratar do tema, frisa, “as preocupações estão voltadas para o fato de que se trata de uma doença relativamente nova no Brasil”, que está instalada desde 2014, assim “nem a população conhece a doença do ponto de vista de ter sido infectada, nem os profissionais de saúde a conhecem, por isso não têm experiência de como lidar com essa doença”.

Entrevista com Rivaldo Venâncio da Cunha, concedida a Patricia Fachin - IHU On-Line | 28/09/16 - 17:09 | [Leia Mais] |

E

Água e a saúde são direitos, não mercadorias

O engenheiro sanitarista Alexandre Pessoa, professor-pesquisador da EPSJV/Fiocruz, aponta que o manejo das águas é um dos determinantes sociais da saúde. “Do ponto de vista das políticas públicas, seria importante estar claramente prescrito na Constituição Federal, nas constituições estaduais, na lei de saneamento básico e nos planos municipais de saneamento, que assim como a saúde, a água é um direito de todos e é um dever do Estado provê-la de forma adequada. Considerar a água enquanto direito e não como mercadoria se faz cada vez mais necessário, diante da crise hídrica e das diversas formas, atualmente em curso, de privatização das águas, um componente de iniquidade em saúde. Nesse sentido, considero urgente resgatar o ideário de um projeto de país que precisa se sustentar pelos 4 Rs: reforma sanitária, reforma urbana, reforma agrária e reforma hídrica”.

Entrevista com ALexandre Pessoa, concedida Talita Rodrigues - EPSJV/Fiocruz | 02/09/16 - 17:09 | [Leia Mais] | 13 Comentários »

MARILIA

Vírus emergentes: uma fronteira para a Saúde

“A epidemia do vírus zika no Brasil lança luz sobre a possibilidade da emergência de novos e desconhecidos vírus, com potencial de causar importante dano à saúde da população. O desafio colocado é a detecção precoce e a oferta ágil de diagnóstico e tratamento adequados”, afirma a epidemiologista Marília Sá Carvalho, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Nesta entrevista, ela explica que, se o surgimento de novas patologias sempre ocorreu, a alta velocidade com que passaram a se propagar é uma característica da sociedade contemporânea – o que exige do Sistema Único de Saúde (SUS) ações estratégicas. “O SUS precisa ser capaz de realizar a investigação e o acompanhamento de todas as crianças nascidas no período de risco nos locais onde houve epidemia de zika, de modo que comprometimentos neurológicos sejam detectados precocemente, no âmbito da atenção primária”, defende.

Entrevista com Marília Sá Carvalho por Bel Levy - Equipe Brasil Saúde Amanhã | 13/07/16 - 17:07 | [Leia Mais] |

Vera

Cidadania, participação social e desenvolvimento territorial

Maior participação dos cidadãos na vida pública, circulação mais intensa de informações, transparência do processo político, intensificação do debate público. Para a pesquisadora Vera Schattan Coelho, coordenadora do Núcleo de Cidadania, Saúde e Desenvolvimento do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), este caminho deve contribuir para o desenvolvimento territorial e a melhoria das condições de vida da população. Nesta entrevista, a pesquisadora da Universidade Federal do ABC analisa os processos de controle social no Sistema Único de Saúde (SUS) e discute suas implicações para o desenvolvimento territorial. Vera destaca que a participação social alcança melhores resultados quando integra sociedade civil mobilizada, gestores comprometidos com o projeto participativo e instituições que facilitam a comunicação entre os participantes.

Entrevista com Vera Schattan Coelho por Brasil Saúde Amanhã | 15/06/16 - 17:06 | [Leia Mais] |

Ana Fonseca

Políticas sociais contra as desigualdades

“A Constituição de 1988 foi um marco na garantia da saúde como direito e um passo importante para a universalização da cidadania, apesar de, passados 26 anos, ainda estarmos em construção”, afirma a pesquisadora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas (NEPP), da Universidade de Campinas (Unicamp), Ana Maria Medeiros da Fonseca, uma dos idealizadoras do programa Bolsa Família e Brasil Sem Miséria. Ela lembra que, antes de 1988, existiam apenas as santas casas, os hospitais dos alienados e as instituições filantrópicas. “Saúde universal e gratuita como a que temos hoje, apesar das diferenças regionais e intermunicipais e das dificuldades que conhecemos, estava fora do nosso universo”.

Entrevista com Ana Fonseca por Região e Redes | 25/05/16 - 23:05 | [Leia Mais] |

Patricia

Saúde e determinantes sociais no território federativo

“O futuro do setor Saúde depende de como a democracia e a federação brasileiras serão consolidadas”, afirma Patricia Tavares Ribeiro, coordenadora do Centro de Estudos, Políticas e Informação sobre Determinantes Sociais da Saúde, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (Ensp/Fiocruz). Para a pesquisadora, a Saúde não pode ser pensada separadamente da política, do contexto histórico, social, cultural e territorial. Nesta entrevista, ela analisa o que precisa avançar, hoje, para que a equidade e a universalidade do Sistema Único de Saúde (SUS) se mantenham como princípios na agenda das políticas de saúde no futuro. “Nos próximos 20 anos, um caminho a explorar pode ser o de soluções de governança territorial na federação brasileira”, defende.

Entrevista com Patricia Tavares Ribeiro por Renata Leite | 16/05/16 - 22:05 | [Leia Mais] |