Arquivo de Entrevistas

Consultora defende que a cooperação internacional em saúde pode levar à maior inovação, necessária para solucionar os grandes desafios globais (foto: Peter Ilicciev)

Consultora fala sobre desigualdade na tecnologia da saúde como grande desafio contemporâneo

A Fiocruz recebeu (27 e 28 de junho) a visita da consultora sênior da Comissão Europeia em políticas de saúde, sociais e de migração, Lieve Fransen. A consultora se reuniu com representantes da Fiocruz para debater a realização da próxima Conferência Global sobre Tecnologia e Inovação Sustentáveis (G-STIC), que acontece no final do ano, em Bruxelas e da qual a Fiocruz é co-anfitriã. Ela aproveitou a ocasião para conhecer as instalações do campus de Manguinhos (RJ) e discutir possíveis colaborações internacionais da Fundação. Fransen começou sua carreira como médica, trabalhando em países africanos, como Moçambique, Cabo Verde e Ruanda, e se especializou em medicina tropical. Posteriormente, trabalhou com políticas públicas para saúde em organismos internacionais, como ONGs e agências da ONU, e participou da criação de estudos, programas e fundos para a área da saúde, como o Fundo Global para Aids, Malária e Tuberculose. Atualmente, ela atua como consultora o G-STIC e para diversas organizações e empresas em áreas como saúde, educação e direitos das crianças.

Entrevista com Lieve Fransen | 04/07/19 - 14:07 | [Leia Mais] |

mau

Mauricio Barreto: “É falso pensar que os migrantes são responsáveis pela disseminação de problemas de saúde”

Antes de começar a ouvir as perguntas, Barreto, que é professor permanente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UFBA, intervém fazendo um esclarecimento. “Eu gostaria de dizer antes de qualquer coisa que nem toda migração é forçada e, embora isso seja algo óbvio, nestes tempos parece não ser muito. Algumas pessoas migram por sua própria opção. Existem países desenvolvidos com políticas destinadas a atrair imigrantes. O Canadá tem uma forte política de atrair profissionais qualificados. Os próprios Estados Unidos têm até hoje políticas para atrair pessoas altamente qualificadas. Além disso, a Inglaterra e muitos países europeus atraem profissionais de várias áreas, incluindo a saúde. Com a discussão do Brexit, estamos vendo hoje que a Inglaterra tem um problema sério: grande parte de sua força de trabalho, especialmente em algumas áreas, como a enfermagem, é formada por pessoas de outros países”.

Entrevista com Mauricio Barreto | 08/05/19 - 17:05 | [Leia Mais] |

Sem título

‘A Declaração de Alma-Ata se revestiu de uma grande relevância em vários contextos’

Em setembro de 1978, a Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde, realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Alma-Ata, na República do Cazaquistão, expressava a “necessidade de ação urgente de todos os governos, de todos os que trabalham nos campos da saúde e do desenvolvimento e da comunidade mundial para promover a saúde de todos os povos do mundo”. A Declaração de Alma Ata – documento síntese desse encontro – afirmava a partir de dez pontos que os cuidados primários de saúde precisavam ser desenvolvidos e aplicados em todo o mundo com urgência, particularmente nos países em desenvolvimento

Entrevista com Luiz Augusto Fachinni por Portal EPSJV/Fiocruz | 19/09/18 - 16:09 | [Leia Mais] |

Sem título

A favelização da Amazônia e a necessidade de repactuar o papel da floresta na economia do século XXI

o Estado não tem um projeto para a região, outros atores têm disputado o território amazônico. De um lado, afirma, “o agronegócio sabe o que quer da Amazônia: ele quer terra, porque quer incorporar mais terra ao processo de produção”. De outro, relata, “o PCC e o Comando Vermelho estão disputando Belém no tiro, estão disputando Manaus e Rio Branco. O tráfico de drogas viu na Amazônia um lugar possível de se desenvolver porque o Estado é frágil e a sociedade é carente.
Os níveis de violência em Rio Branco, em Manaus e em Belém são quase intoleráveis”. E lamenta: “Estamos vivendo hoje uma favelização da Amazônia.

Entrevista com Danicley de Aguiar por Patricia Fachin (IHU On-Line) | 20/08/18 - 16:08 | [Leia Mais] |

fernando

Brasil será “paraíso dos agrotóxicos”, diz pesquisador

A comissão especial criada na Câmara dos Deputados para discutir o projeto de lei 6.299/2002, que propõe alterações na atual legislação de agrotóxicos, aprovou texto que divide opiniões. De um lado, empresários do agronegócio comemoram o parecer do relator Luiz Nishimori (PR-PR) sob o argumento de que moderniza a aprovação e regulação dos pesticidas. Do outro, organizações de promoção à saúde coletiva e defesa do meio ambiente afirmam que o relatório flexibiliza significativamente o processo, o que representa riscos não só aos trabalhadores do campo, mas também aos consumidores dos alimentos expostos aos agrotóxicos. O pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Ceará Fernando Carneiro engrossa o coro do segundo grupo.

Entrevista com Fernando Carneiro, concedida a Anna Beatriz Anjos | 04/07/18 - 14:07 | [Leia Mais] |

fernando

O grande desafio da saúde pública no Brasil é o enfrentamento da violência

Se na década de 1980 o principal desafio na área da saúde pública era reduzir os índices de mortalidade infantil, “hoje o grande desafio é reduzir a mortalidade entre jovens e adolescentes que estão sendo assassinados” no campo e na cidade, diz o especialista em Saúde Ambiental Fernando Carneiro. Segundo ele, embora historicamente a violência tenha sido mais recorrente em zonas urbanas de pobreza, hoje, diz, a violência não se restringe mais às cidades. “Não existe mais aquela situação idílica de que viver no campo é sinônimo de não ter violência. Carneiro explicita as causas da violência e frisa que ela está associada ao modelo de desenvolvimento econômico, aos conflitos nas comunidades, aos problemas familiares e à ausência do Estado no campo.

Entrevista com Fernando Carneiro, concedida a Patricia Fachin | 15/03/18 - 16:03 | [Leia Mais] |

ca

Agenda 2030: “Sem o SUS, não há desenvolvimento sustentável”

Nesta entrevista, o economista Carlos Gadelha, coordenador das Ações de Prospecção da Fiocruz, analisa o contexto global e nacional e afirma: “O Sistema Único de Saúde (SUS) e o Complexo Econômico e Industrial da Saúde (CEIS) são as pré-condições – ou as únicas oportunidades – para que o Brasil atinja os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Eles não são problemas para o país. São parte indispensável da solução. Sem o SUS, não há desenvolvimento sustentável”. O pesquisador do Grupo de Inovação em Saúde da Fiocruz participa do primeiro painel de debates, “Desenvolvimento e Sustentabilidade”. A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável se constitui a partir de um conjunto de princípios aspiracionais, de valores globais que devemos perseguir enquanto humanidade. Ela propõe um modelo de desenvolvimento economicamente dinâmico, socialmente justo e que respeite as condições ambientais.

Entrevista com Carlos Gadelha | 15/09/17 - 15:09 | [Leia Mais] |